quinta-feira, 13 de setembro de 2012

FILHOS ÚNICOS X OBESIDADE


O nosso corpo pode ser influenciado por nossa estrutura familiar? Ter um, dois ou nenhum irmão pode ser relevante para nossa saúde? Segundo estudo publicado no site Nutrition and Diabetes, a resposta é sim quando o assunto é obesidade. A pesquisa, realizada com 12.720 crianças entre 2 e 9 anos, de oito países da Europa, apontou que filhos únicos podem ter até 50% a mais de chance de desenvolver problemas relacionados ao peso se comparados com crianças nas mesmas condições que possuem irmãos. 

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores mediram o índice de massa corporal dos participantes, e seus pais tiveram que responder a um questionário sobre o estilo de vida dos filhos, que incluía os hábitos alimentares, tempo gasto assistindo a televisão, brincando, entre outros aspectos. O resultado mostrou que as crianças do estudo que não tinham irmãos passavam mais tempo na frente do computador ou televisão, tornando-se sedentários e comendo compulsivamente. 

Para Patrícia Spada, psicóloga especializada em obesidade infantil, as causas da obesidade infantil são complexas, por isso é necessário levar em consideração a dinâmica da família como um todo. “Como já sabemos, a genética, o sedentarismo, o modelo parental, o relacionamento e dinâmica familiar, temperamento e personalidade da criança, entre tantos outros fatores são aspectos que influenciam na doença”, diz. Assim, não é possível afirmar com segurança quanto qualquer um destes aspectos isolados pode ser decisivo para a ocorrência da obesidade. “Além disso, há crianças que são filhas únicas e apresentam nutrição perfeita”, lembra a psicóloga.

Isso quer dizer que, independente de você ser mãe de um único filho ou mais, se é do tipo que cai na tentação para recompensar a criança com um doce, ou uma comida, por alguma atitude positiva, ou a alimentação não é balanceada como deveria ser, o efeito da obesidade também estará presente na sua família. O mesmo vale para as atividades físicas. OK, ter só uma criança em casa pode até diminuir a frequência das brincadeiras que resultem em gasto energético, mas o seu estímulo será fundamental para tirar o seu filho do sofá e se divertir com ele, sempre. De quebra, você também vai gastar mais calorias.



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